
Mais uma vez...
Era pra terminar ontem, mãs não deu tempo de chegar aqui antes das 12 badaladas. Portanto, a história que acabaria na Quarta-Feira de Cinzas, termina hoje, uma quinta-feira normal.
Tocando faltas
O trompetista sentia, simplesmente, que o errado era errado, e que as faltas podiam ser perdoadas pelo juiz da vida. A avidez de suas emoções ébrias haviam embaralhado as palavras e os atos, e o esplendor de um amor de carnaval - ironicamente intenso e verdadeiro - foi rebaixado (para o grupo de acesso).
Ela sambava suas últimas gotas de sangue, arrependida pelo carnaval mal-aproveitado (?). Ela não era madrinha de bateria, nem tinha a fantasia mais bonita - escola sem título, mulher sem amor.
Mas o jazz não enchia o coração, e não adiantou tentar conter-se: o trompetista correu. Correu pra quadra mais próxima - a quadra mais barulhenta. (E não demorou para ser notado... praticamente estrangeiro: como ela).
Ela, que continuava a mexer as ancas, e tentava apagar sorrisos com borrachas de dor. De dores incertas, com aquela dúvida vestibulanda, que tem medo de ter entrado na porta errada.
Trompetista não sabe sambar, mas bebe cerveja, esbarra toda a quadra, e vê oásis. E o oásis samba.
Ela, vida no deserto, desfalece ao ver aquele bicho de camiseta e jeans, entre os malandros rubros. E tão embora a razão conturbada insista em fazê-la indiferente e ignorante, o coração encharcado corre, corre para os braços de fogo do bicho-trompete.
Um beijo. Olhares assustados. Uma composição.
Faltas: cinzas. Perdão, e um final feliz.
Enquanto a orquestra tocava, violinos e reco-recos, a ameaça da bala traficante. Vesgo, vesgo. O tiro foi no estandarte da porta-bandeira, e amantes fugiram dali.
E vivem, no apartamento pautado: um trompetista de samba, e uma passista de jazz - que não samba como Carlinhos de Jesus, nem canta como Nina Simone, respectivamente.
Mas fazem do amor, sinfonia.
Não gostou do final? Pode manifestar o ódio... eu faço mais um - ponho nos extras do DVD, e ganho muito dinheiro com a curiosidade dos fãs.
Ain't no sunshine when she's gone...

Ela é, ela é do Paraguay...
Viciada no typoGenerator.
Tocando paetês
E o quarto do trompetista já estava de pernas pro ar. O perfeccionismo usual? Provavelmente perdido em alguma esquina. Muita ressaca, pouca bebida - ele ansiava por outro esbarrão, e seu coração de volta.
Saiu para ver o mar: beleza inigualável? Não percebia a chuva que se armava. O vento passava mas intenso e veloz.
Ela voltava da madrugada de ensaios. Odiando um repórter desrespeitoso e cansada da vida de mula glamurosa. Ela não era uma. Não. (A indignação da personagem afetou o narrador: agora, ela é apenas Ela). Quem ligava pros cortejos de um diretor da escola, ou pras alfinetadas da mãe, reprovando o samba desatento?
- Você tem que sorrir mais, minha filha!
Ela não queria sorrir na avenida. Arrancara a máscara e saíra a caminho do mar.
E a areia já ficava pintada de cinza - por gotas de chuva levemente ácida.
O trompetista gritou sua agonia. Jovens num quiosque assustaram-se. Ela sorriu, de longe. Ela sorriu, mais perto.
O trompetista sentou-se, e uma tiara de plumas e paetês caiu sobre a areia - ao seu lado.
Olhar naquela direção seria óbvio.
- Você tem sorrir mais, meu filho!
E sem muito jeito, o coração de tamborim respondeu: - Meu coração, por favor!?
(Como se cobra um empréstimo.)
Sorriram encabulados - demais para um aperto de mãos.
- Voçe é a...?
- Eu sou mulat... Ela.
- Ela. Ah! Ela, prazer... trompetista.
Conversaram sob a chuva e sobre a chuva. Café e maquiagem pra mais tarde.
E destrocaram corações - num longo beijo de estranhos molhados.
Exatamente como aparece no fim dos episódios mais legais, das séries mais legais - sem pretensões: Continua.
É nota de 3 dollar, político que não enrola, real que nunca cai...
Bambo só mas sambo sim...

Tocando a Avenida
E o quarto da mulata já estava de pernas pro ar. Mil lantejoulas no cochão. O corpo de purpurina e ébano saiu derrubando corações de suas prateleiras douradas.
Nos paralelepípedos, o salto se enroscava, mas o costume não deixava um desastre acontecer.
Enquanto trompetista descia as escadas da pensão, a mulata ajeitava os cabelos - abalando toda a praça. Então a indiferença e a luxúria se encontraram.
A indiferença bateu a casa do trompete no braço da luxúria, e os olhares da mulata e do trompetista se cruzaram - caíram no chão.
Ele não ligou pras medidas de seu corpo, ou pro sorriso perfeito. Ela não deu atenção à palidez de seu rosto, ou ao cabelo despenteado.
Sorriram encabulados. Desculpas foram dadas.
Mulata seguiu o som dos surdos e cuícas ensaiando. Trompetista foi direto ao encontro dos amigos - iam tocar Louis Armstrong.
Samba, samba, samba. And all that jazz.
De repente, haviam trocado seus corações de lugar e o dela já batia troppo lento - como um piano triste, ao passo que o dele, quasi presto - um exato tamborim.
Nem adiantava colocar a fantasia, ela nem lembrava o samba-enredo. Nem adiantava botar chapéu, fumar um cigarro... at last, his love had come along, his lonely nights were over, and life was like a song.
E assim foi.
A históra continua amanhã.
I'm all at sea...

Oh, can't you see?
Depois de uma boa sessão de cinema, outros filminhos, cama e uma passada no cabelereiro - o corte de sempre -, aqui me encontro. Fazendo? Escolhendo uma música pra aula de amanhã. Enquanto isso?
Lendo.
"Para começar bem o dia uma palestra do Capra e para acabar bem o dia uma do Hobsbawn. Teria sido um dia perfeito, teria... Não veio o Capra e nem o Hobsbawn. A frustração foi coletiva, principalmente no Cais do Porto à tarde. Mais de 300 pessoas estavam sentadas esperando o começo da palestra “Os novos desafios da esquerda” com a presença do historiador Eric Hobsbawn. Uma hora depois, quando os ânimos estavam à flor da pele, um homem anunciou no microfone: ‘atenção, essa palestra está acontecendo no espaço F e eu não sei informar se o Hobsbawn está lá’. Como assim? Não daria mais tempo de ir ao espaço F e assistir a palestra... Revolta! À noite, confirmei: ele realmente não estava presente. Depois de duas frustrações, decidi abrir mão da programação oficial e passar o dia seguinte no Acampamento da Juventude e ver o que acontecia por lá." - Julia Contier, repórter da Caros Amigos no FSM
E como não tenho comentários úteis a fazer, eu gostaria de lembrar a todos que estão no fórum em que eu gostaria de estar: Não adianta se indignar com o bolo do Hobsbawn. O cara viveu o século XX de ponta a ponta, e está vivo! Devíamos agradecer por ele estar vivo e continuar genial, não? Aliás, se alguém quiser me presentear com qualquer livro dele, fico eternamente grata e abro um fã-clube pra quem o fizer.
Ouvindo Whitney e Mariah. Bregas, mas geniais. Mais que geniais, se bobear. Nada perto de Aretha, Etta, Janis, Joan Baez... mas competentíssimas.
Lembrei de mim e Takia duetando essas duas aí na sala da Dna. Margarida - primeira 'professora de canto'. Há tempos...
Speak on it girl...
Parabéns pra Dna. Lety, mais nova estudante de Técnica Vocal do Curso de Música da UFBA.
Fico por aqui.
When there's no-one else...
There's nothing with tradition...
Patati, patatá. Noite de insônia. Blá.
Noite de filmes e livros: o fofo, Kate & Leopold; o ultra-realista, Amores Brutos; e Imperialismo e Dependência, da Marta Hehehathhdfgdfh (simplesmente não lembro).
Vi o sol nascer e escrevi várias linhas no caderno do cursinho. Prometi manter a dignidade do papel e da caneta, e não postar o texto aqui.
Fiz uma pulseira nova, e comprei paetês... e não tem nada a ver com o carnaval.
Amanhã? Missão secreta com Julie. E cinema com Pal.
Love is beautiful thing?
Graças à televisão...
O Thom Yorke virou supervilão. (Hilário.)
Eu achei minha alma gêmea no Dateline. (Tá, essa é mentira.)
Alguém vai ganhar 1 milhão de reais.
Mais alguém vai perder os dentes e toda sua pobre riqueza.
Eu quero entrar na aula de cello, e não parar mais de cantar.
'Quer uma carona? A sua amiga é séria assim? Vai te catar!'
Cantar era o caminho que vai no sol...

"I can't believe the news today."
De novo? Porque sim.
Trip
A classe média paulistana cai no funk do morro.
(É som de favelado, mas quando toca, ninguém fica parado.)
Deu no "The New York Times"
Brasileiro assume autoria de vírus para celular.
Caio Gobbi põe volumes na passarela.
Folha Online
Novos tremores causam uma morte na Indonésia. Uma é demais.
Teen
Vencedora do Super Model troca Barbie por ursinhos.
60 anos
ONU lembra libertação dos judeus na 2ª Guerra.
Ooops!
Casamento de Ronaldo vai custar R$ 1,5 mi.
Fórum Social Mundial
Boaventura Santos: "Vivemos sem esperança"
"Doesn't mother nature make war look silly?"
Isso tudo, praticamente, na mesma página de notícias.
Parece que estão me ironizando de propósito... é pra rir das disparidades?
Em outro sentido, alguém, acabou de dizer: "Divergências são geniais não?"
Minha mãe tem um blog. Uma remake de Minha mãe é uma sereia.
Just ask the axis.
This could be the very minute...
Smells like the wind.
Ummm...
Ando tendo dias bons de vida.
Por alguma força extraodinária, percebi que a vida é mais que um eterno observar de pessoas ficando online e offline. Preferi ficar na frente da TV, vendo filmes bons e ruins...
Ou vendo as reprises de todas as séries da Warner...
Ou escrevendo lentamente uma carta...
Ou lendo, também devagar, tudo que tenho pra ler...
E até indo à rua, à feira, ao shopping, ao dentista.
Que vida eu tinha começado a levar. Parei.
Just needed some time to think about...
A vontade que as pessoas têm de serem outras.
Quem precisa de 6 capas da Vogue com uma Gisele Qualquer nelas? Quem precisa de regras dizendo: vista, seja, pose?
Posso ouvir música bem baixo, e o que isso vai mudar?
Nós não vivemos em passarelas, acho eu - embora alguns ostentem suas posições modelísticas.
Embora eu goste muito dos 'fashion weeks', odeio essa modelização que a vida tem se tornado.
Somos só estranhos. Como eles aí em cima. Um bando de gente que ninguém nunca viu, embora já tenha visto.
Ver. Tá.
O importante é que eu aprendi a fazer yakissoba no Receita Minuto, e realizei a obra no almoço. Delicioso.
Por isso, agradeço ao chef sei lá o quê, que salvou o estômago da família. (Edit: É Daniel Bork.)
Yeap.

I can make the world as pure...
Sábado? Hoje? Amanhã?
Só. Literalmente só.
Solidão dá vontade de matar com atos insanos e impensados... melhor esperar ela passar ao som de música bela.
And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new
E é capaz de eu sair nessa semana pra ir ao cinema sozinha... só pra relaxar. Vou ver um romance pra me martirizar. Closer seems good enough for that.
Damien é perfeito pra corações endurecidos.
O que me anima?
Hoje já dei meus 3 tropeções sagrados. Tuck é prova.
Um show de jazz também ia bem agora...
Is that old devil moon that you stole from the sky?
Estou de volta pro meu aconchego...
A música é brega, mas a volta é verdadeira - verdadeira com aquele sotaque que só andreense tem.
Vai, 'digamos' que foram 5 maravilhosos dias... foram realmente, excluindo alguns infortúnios que não merecem comentário. Mas, necessariamente, foram 5 dias de descanso, diversão, muito sol, e muita chuva.
Praia? Eu nem comento... coisa melhor não existe.
Se eu não tivesse esse sotaque, que entrega minha origem, passaria traqüilamente por uma caiçara ubatubense que odeia a badalação da areia das musas, e prefere o cheiro, o toque e o gosto do Oceano Atlântico - principalmente das porções límpidas dele.
Tudo em família.
Just stuff...
Quem come salgadinho que deixa a língua azul, vomita verde.
Quem come lanches de 1kg, espera 2h para digerir e poder nadar.
Falar alto incomoda o vizinho de baixo.
A brisa é divinamente perfeita.
O mar costuma levar as pessoas.
Você passa vergonha se virar a bóia em que deveria subir.
Ubatuba tem, sim - eu não discuto -, a maior concentração de homens bonitos do mundo - na temporada, claro.
O Clodovil não sabe o que fala.
Não é prudente experimentar o hambúrguer da praia. (É viciante.)
Moda na praia? Muita risada.
Tire os brincos antes de tomar sol.
Não aceite amostras de novas bebidas alcoólicas. (É viciante.)
Não queira saber o que são meninas de lilo.
Hits? Djavan em todos os quiosques.
Urubu entrando pela janela.
A vida dos vizinhos da frente é interessantíssima.
Você sabe o que é melão-são-caetano?
Tomar chuva com um saco de peixes na mão? Sim, um pouquinho mais.
Mais sorvete também.
Acabou a água!
Quanto falta pra eu poder voltar pro mar, mãe?
E eu nem estava sentindo falta deste cheiro de cidade grande ou do tempo instável desse lugar. De qualquer forma...
Espero voltar logo pra lá, e viver férias eternas - mesmo bem longe do meu computador.
Recicling
Sim, porque meu template parecia completamente diferente na resolução do computador antigo. Detalhes? Azuis, e não verdes. Textos? Anti-alias, please. E eu nem me preocupei em tirar a cara do Mr. Mayer daí, porque me agrada assim.
E por falar em agradar...
Estreou o John Mayer Brasil, e pra quem não conhece nada do músico; pra quem conhece e quer conhecer mais; pra quem é fã, é uma pedida e tanto. Um trabalho lindoso da minha amiga Letícia, com o restante da John Gang - Juliane, Karina, Maguinho e Nuno. Faço questão de fazer merchant deles, porque o negócio ficou perfeito mesmo e merece muitos louros.
Destaque pras seções Tablatura e Downloads. Layout perfeitamente perfeito. Parabéns.
These days with the world getting colder
She spends more time sleeping over
At my place
Tonight were gonna order in
Drinking wine and watching CNN
It's dark I know but then again
It's the brightest thing I got
Que mais? Só. Só.